
Retrato
Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida
a minha face?
(Cecília Meireles)
Esse poema de Cecília Meireles fala de forma singular sobre as mudanças ocorridas com o homem, sejam mudanças físicas, sejam mudanças psicológicas. O texto já começa com a afirmação em seus primeiros versos: "Eu não tinha este rosto de hoje/assim calmo". Há supostamente uma passagem de tempo que não é reconhecida pelo eu-lírico, mas que marca profundamente o seu estado de epifania ao descobrir a verdade acentuadas pelas expressões triste, magro, olhos vazios e lábio amargo.
As mãos sem forças são imcapazes de produzir o bem, não só a si, mas ao próximo também. Além de tornarem as relações frias na certeza de sua morte devido ao tempo em reclusão introspecta. Entretanto em algum lugar do passado ficou a vida que não se tem e não se sabe se de fato é o dono.
Em que espelho temos perdido a nossa face e não damos por essa(s) mudança(s)? Acabamos nos acostumando ou não notamos o processo que sofremos paulatinamente?
Nossos amigos, parentes e amantes são os que mais sofrem com estas mudanças que no permitimos sem permitir. E quando nós notamos que houve uma evolução será que ainda há tempo pra mudar, regredir?
Salomão em suas sábias palavras diz que há tempo para tudo na terra, então há o tempo da mudança. Contudo nem todas nos agrada. O tempo todo tudo muda no mundo, o clima, a língua, a moda e as pessoas. Vezes gostamos, vezes não.
Acho incrível como as relações interpessoais tem sofrido grandes mudanças nestes dias tão nebulosos. Como Bergman já propunha em seus filmes Sonata de Outono e Luz de Inverno, até mesmo as relações familiares tem sido esfacelada e esmagada por nossa solidão e por nossos medos. Ou em alguns casos mais graves por ambições que colocam o desejo e autosatisfação em primeiro plano. Não tempos visto como nossas fragilidades nos envelhece os ossos, não sentimos amor pelo próximo como fora anteriormente. E o pior, não sabe-se admitir o erro.
A modernidade tem sim sua grande parcela de culpa, sempre jogando informação de forma demasiada e por muitas das vezes ocas e nada mais. O conforto, a comodidade atrai ao homem. Em outros casos, é preciso batalhar para por a casa em ordem, não deixar nada faltar em casa, e não sobra tempo para se relacionar com a família.
É preciso dar um tempo para nós mesmos, é preciso reavivar a chama da amizade que ainda arde em nós. É preciso saber respeitar as opiniões, saber ouvir, amar, cantar.
Cuidar de quem amamos faz um bem enorme a nossa alma. Principalemente olhar nos olhos de nossos amigosparentesamantes e dizer de peito aberto e sem vergonha de ser feliz: Eu te amo.
Esse poema de Cecília Meireles fala de forma singular sobre as mudanças ocorridas com o homem, sejam mudanças físicas, sejam mudanças psicológicas. O texto já começa com a afirmação em seus primeiros versos: "Eu não tinha este rosto de hoje/assim calmo". Há supostamente uma passagem de tempo que não é reconhecida pelo eu-lírico, mas que marca profundamente o seu estado de epifania ao descobrir a verdade acentuadas pelas expressões triste, magro, olhos vazios e lábio amargo.
As mãos sem forças são imcapazes de produzir o bem, não só a si, mas ao próximo também. Além de tornarem as relações frias na certeza de sua morte devido ao tempo em reclusão introspecta. Entretanto em algum lugar do passado ficou a vida que não se tem e não se sabe se de fato é o dono.
Em que espelho temos perdido a nossa face e não damos por essa(s) mudança(s)? Acabamos nos acostumando ou não notamos o processo que sofremos paulatinamente?
Nossos amigos, parentes e amantes são os que mais sofrem com estas mudanças que no permitimos sem permitir. E quando nós notamos que houve uma evolução será que ainda há tempo pra mudar, regredir?
Salomão em suas sábias palavras diz que há tempo para tudo na terra, então há o tempo da mudança. Contudo nem todas nos agrada. O tempo todo tudo muda no mundo, o clima, a língua, a moda e as pessoas. Vezes gostamos, vezes não.
Acho incrível como as relações interpessoais tem sofrido grandes mudanças nestes dias tão nebulosos. Como Bergman já propunha em seus filmes Sonata de Outono e Luz de Inverno, até mesmo as relações familiares tem sido esfacelada e esmagada por nossa solidão e por nossos medos. Ou em alguns casos mais graves por ambições que colocam o desejo e autosatisfação em primeiro plano. Não tempos visto como nossas fragilidades nos envelhece os ossos, não sentimos amor pelo próximo como fora anteriormente. E o pior, não sabe-se admitir o erro.
A modernidade tem sim sua grande parcela de culpa, sempre jogando informação de forma demasiada e por muitas das vezes ocas e nada mais. O conforto, a comodidade atrai ao homem. Em outros casos, é preciso batalhar para por a casa em ordem, não deixar nada faltar em casa, e não sobra tempo para se relacionar com a família.
É preciso dar um tempo para nós mesmos, é preciso reavivar a chama da amizade que ainda arde em nós. É preciso saber respeitar as opiniões, saber ouvir, amar, cantar.
Cuidar de quem amamos faz um bem enorme a nossa alma. Principalemente olhar nos olhos de nossos amigosparentesamantes e dizer de peito aberto e sem vergonha de ser feliz: Eu te amo.

